16
fev
08

THE Smashing pumpkins – biografia.

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The Smashing Pumpkins é uma banda de rock alternativo norte-americana formada em Chicago no ano de 1988[1]. A banda passou por diversas mudanças de integrantes ao longo do tempo, mas durante a maior parte de sua carreira, eles foram compostos por Billy Corgan (vocais, guitarra), James Iha (guitarra, vocais), D’arcy Wretzky (baixo, vocais) e Jimmy Chamberlin (bateria, percussão).

Menos influenciados pelo punk rock do que outras bandas contemporâneas de rock alternativo[2], a banda possui uma sonoridade bastante diversa, densa, com uma forte presença de guitarras e com elementos de rock gótico, heavy metal, dream pop, rock psicodélico, rock progressivo, um estilo de produção shoegaze e, posteriormente, música eletrônica. O líder da banda, Billy Corgan, é o principal compositor – suas grandes ambições musicais e letras catárticas moldaram as canções e álbuns da banda, que têm sido descritos como “angustiados, relatos da terra de pesadelos de Billy Corgan.[3]

O Smashing Pumpkins surgiu no mainstream com o seu segundo álbum de estúdio, Siamese Dream, lançado em 1993. A banda construiu a fama deste álbum com uma extensa turnê, e seu sucessor, Mellon Collie and the Infinite Sadness, lançado no ano de 1995, estreou na primeira posição na Billboard. Com aproximadamente 18,3 milhões de álbuns vendidos apenas nos Estados Unidos em 2006[4], o Smashing Pumpkins foi uma das bandas mais aclamadas e de maior sucesso comercial dos anos 1990.[5] De qualquer maneira, brigas internas, uso de drogas e a diminuição das vendas dos álbuns obrigaram a banda a se encerrar no ano de 2000. Em abril de 2006, Billy Corgan anunciou que a banda estava retornando e que iriam gravar um novo álbum. Os membros que retornaram foram Billy Corgan e Jimmy Chamberlin, e eles contaram com os novos membros Jeff Schroeder (guitarra, vocais), Ginger Reyes (baixo, vocais) e Lisa Harriton (teclados, vocais) em 2007 para a turnê de divulgação do álbum Zeitgeist.

História

Nos primeiros shows a banda tinha duas guitarras, um baixo e uma bateria eletrônica. A baixista D’arcy Wretzky foi convidada a se juntar à banda em meio a uma discussão sobre a banda Dan Reed Network. Esta formação não durou muito tempo, com o baterista Jimmy Chamberlin se juntando à banda ainda em 1988.

O primeiro disco foi lançado em 1991, Gish. Trazia brilhantismo nas composições mas, por ter sido lançado por uma gravadora não tão expressiva, não foi muito reconhecido.

Em 1993 é então lançado o que muitos fãs classificam como a obra-prima da banda. Siamese Dream é a trilha sonora da vida de muita gente. A banda carregou no peso dos instrumentos e as composições (entre elas “Cherub Rock”, “Disarm” e “Soma”) são inspiradíssimas. Há quem diga que Billy Corgan gravou todas as guitarras e os baixos para garantir que seu perfeccionismo fosse alcançado.

1995 é o ano de Mellon Collie and the Infinite Sadness, um dos álbuns duplos mais vendidos da história, considerado um dos melhores discos dos anos 90, e com produção do consagrado Flood (U2, The Killers). “Zero”, “1979”, “Tonight, Tonight”… Uma sucessão de hits e uma longa e bem sucedida tounée. Mas nem tudo eram flores… A tournée foi um sucesso, mesmo após o afastamento do baterista devido ao seu problema com drogas. Em uma noite em um hotel em Nova Iorque, ele, Ambooleg e o tecladista contratado Johnathan Melvoin usaram heroína e depois de uma overdose, Melvoin morre.

Entretanto, este facto abalou a banda. O afastamento do grande amigo afetou Billy Corgan e a banda, e este abalo refletiu em Adore. Lançado em 1998, o disco não obteve o mesmo sucesso de seus antecessores, apesar de ser também uma obra maravilhosa, onde os temas soturnos da existência são explorados com extremo cuidado, tanto nas melodias quanto nas letras. Além do afastamento de Jimmy Chamberlin, que, neste ponto estava em uma clínica de reabilitação para viciados em drogas, a mãe do vocalista e líder da banda é diagnosticada com câncer (cancro), o que afetou definitivamente o ambiente da banda, gerando este apelo depressivo.

1999 é o ano do retorno triunfal da banda como ela se consagrou. A Arising! Tour marca o retorno de Jimmy Chamberlin às baquetas, os clássicos da banda voltam a ser executados nos shows (durante a tournée do Adore 90% do setlist era composto de músicas deste álbum). As novas músicas, a serem lançadas no próximo disco eram apresentadas ao público, que aguardava ansiosamente pelo retorno da formação clássica.

Em 2000, é lançado Machina/the Machines of God. Com muitas inovações nas composições, é um disco que reúne grandes músicas, com algum toque de experimentalismo. Entretanto, é um disco que só conquistou os verdadeiros fãs, coisa que vinha acontecendo desde Adore. Sem nenhum apelo comercial, Machina não foi o sucesso de vendas de outrora, mas é um disco maravilhoso. Desde o encarte à última música, passando pela produção dos shows. Tudo era primoroso.

Mas, para tristeza dos fãs, a saída da baixista D’arcy antes do início da turnê e o anúncio de Billy Corgan que este era o último disco da banda e, consequentemente, os últimos shows, as últimas linhas de uma das maiores bandas de rock da história estavam sendo escritas. Em 2 de dezembro de 2000, os Smashing Pumpkins fazem sua apresentação final, no mesmo local onde iniciaram sua carreira: o Cabaret Metro, em Chicago.

Como forma de agradecer aos fãs, uma última música foi lançada. Untitled é dedicada à todos os que, nesses 13 anos, estiveram ao lado da banda. Ainda, lançado apenas pela internet, Machina II/The Friends and Enemies Of Modern Music é o último album gravado em estúdio.

Em 2006, Billy Corgan anunciou a volta do Smashing Pumpkins. Sem James Ilha e sem D´arcy, e com os novos elementos Ginger Reyes (como baixista) e Jeff Schroeder (como guitarrista) a banda lançou Zeitgeist no dia 10 de Julho de 2007.

Em 2007 a banda teve a música “Cherub Rock” incluída nas trilhas sonoras dos jogos Guitar Hero III: Legends of Rock e Rock Band.

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16
fev
08

Oasis – biografia e Discografia.

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O Oasis é uma banda de rock and roll de Manchester, Inglaterra. O grupo surgiu no cenário mundial em 1994, como uma marca do tradicional rock britânico, que estava em baixa graças ao surgimento de outras correntes musicais, como o grunge norte-americano. A banda estabeleceu-se como uma das mais aclamadas dos anos 1990, não apenas graças à qualidade de sua música, mas também através do comportamento peculiar de seus membros, como por exemplo confrontos com a mídia e as brigas entre os dois irmãos Liam e Noel Gallagher.

A banda surgiu pouco depois da queda de popularidade dos Stone Roses, que até então, era uma das maiores bandas britânicas, reposicionando a cidade de Manchester no mapa mundial do rock (juntamente com os Blur). Há quem considere os Oasis como a maior banda que surgiu na Inglaterra depois dos Beatles e dos Queen.

O primeiro álbum da banda, Definitely Maybe, foi lançado em 1994 e é o álbum de estréia mais rapidamente vendido da história, e o álbum seguinte, (What’s the Story) Morning Glory?, de 1995, definiu o movimento Britpop. A maioria das canções dos Oasis são compostas por Noel Gallagher, embora nos últimos álbuns o seu irmão Liam tenha contribuído, como em “Little James” (2000) e “Songbird” (2002).

Biografia

Início (1991-1993)

Tudo começou quando Paul “Bonehead” Arthurs e Paul McGuigan decidiram chamar Liam Gallagher,um amigo de ambos, para os vocais da banda “The Rain”,já que o vocalista havia se mudado da cidade natal deles,Manchester. A banda contava ainda com Tony McCaroll nas baterias. Mas a banda não conseguiu ter qualquer sucesso.

Nessa mesma época, Noel Gallagher, irmão mais velho de Liam, havia voltado dos Estados Unidos, onde tinha realizado uma digressão como técnico de guitarra nos Inspiral Carpets. Noel foi convidado pela mãe Gallagher para assistir a apresentação da banda de seu irmão. Mais tarde diria que as musicas eram más, mas que aceitava o convite para entrar na banda. Com a condição que seria o lider da banda e que seria ele a escrever as músicas.

Com Noel, a banda cresceu e começou a fezer muitos concertos em Manchester, mas ainda nao tinha sucesso fora da cidade. Num concerto na Escócia, Alan McGee, da BMG, viu a banda e gostou. Ele ofereçeu um contrato à banda, que estes de imediato aceitaram. A banda era inexperiente em singles e EP’s, mas entrou com um forte album de estreia.

Era Britpop e a fama (1994-1998)

Em maio de 1994, o primeiro single, “Supersonic”, foi lançado,em julho “Shakermaker”. Em agosto sai o “Definitely Maybe”, que foi um sucesso de vendas graças a outros dois singles, “Live Forever” e “Cigarettes & Alcohol”, tendo o primeiro sido o responsável por levar os Oasis à América e ao Japão. Ao lado dos Stone Roses, Sex Pistols e Black Sabbath, os Oasis possuem o melhor albúm de estreia da Inglaterra, tendo vendido 7,5 milhões de cópias. Os responsáveis de tanto sucesso foram a elogiadissima voz de Liam e as óptimas letras de Noel, além do sempre óptimo instrumental da banda. Em dezembro o single “Whatever” foi lançado, sendo hoje uma das músicas mais belas da banda.

Em 1995 a banda emplaca o chamado “britpop”. Em abril lançaram seu sexto single, “Some might say”, o primeiro a ficar no topo das paradas. A partir daí nasce a rivalidade com o Blur,a outra potência do britpop até então(depois o The Verve explodiria).Integrantes das duas bandas trocaram insultos e provocaçoes e a imprensa dilata a disputa pelo topo do britpop. A rivalidade chega ao clímax com o lançamento das singles “Country Horse” dos Blur e “Roll With It” dos Oasis. Na altura, o single dos Blur ganhou, mas mais tarde na disputa dos albúns o marcante “(What’s the Story)Morning Glory?” do Oasis ganhou de “Country Horse” e tornou-se um dos melhores discos de rock da década e um dos mais vendidos da história da Grã-Bretãnha. Além dos dois primeiros singles o cd ainda contava com outros 4 excelentes singles: “Wonderwall”, “Morning Glory”, “Don’t Look Back in Anger” e “Champagne Supernova”. Depois da mega sucesso de “Morning Glory”, a banda tornou-se a maior e mais polêmica banda do mundo. O nome da banda era sinônimo de confusão e por várias vezes a banda esteve perto de acabar.O espelho disso foi o MTV Unplugged de 1996, onde os vocais sobraram para Noel, enquanto Liam tratava da sua suposta dor de garganta com alcool e cigarros escondido no meio do público.

No meio de tanta confusão sai o terceiro cd da banda, “Be Here Now”. Apesar dos excelentes “Stand By Me”, Don’t Go Away” e “All Around the World”,o album foi criticado pela imprensa deivdo ao altíssimo tempo de duração das musicas, às guitarras distorcidas e segundo alguns,falta de planeamento. No fundo foi considerado um produto inacabado e com elevado valor de produção. No ano seguinte a banda lança “The Masterplan”, album com b-sides e raridades da banda. Entre elas os óptimos “Acquiesce”, “Fade Away, “Talk Tonight”, “Half The World Away” e “The Masterplan”.

Época de transição (1999-2004)

No ano seguinte, enquanto a banda se preparava para lançar seu quarto album de estúdio, Paul Bonehead e Paul McGuigan saem da banda. O primeiro, há quem diga que tenha sido “convidado” a sair por Noel pois este queria abandonar o vicio das drogas e sabia que com o encrenqueiro Bonehead seria quase impossível. Porém a versão oficial é que ambos estavam com saudade das respectivas familias. Collin “Gem” Archer veio após um convite de Noel. Só que para o lugar de McGuigan demorou para se encontrar um substituto, até fecharem com Andy Bell. Com a nova formação a banda fez o “Standing On The Shoulder Of Giants”, um albúm com um som mais eletrónico e psicadélico do que os anteriores. Destaque para o óptimo “Go Let It Out” e a interssante “Who Feels Love?”. Em 2002 a banda lançou “Heathen Chemistry”, mas o albúm que chegou com o título de melhor dos Oasis desde o “…Morning Glory”, ficou abaixo das expectativas dos fans. Mesmo assim ganhou vários prémios. Nesse album também se encontra o único single da banda escrita por Liam, “Songbird”, como também uma “pérola” da banda: “Stop Crying Your Heart Out”.

Retorno à popularidade (2005-actualidade)

Em 2005 saiu “Don’t Believe The Truth”. Este sim um excelente álbum. Com um som mais limpo nos vocais e nos instrumentos e com uma clara melhora nas letras e no convivio da banda. Um albúm que surpreendeu a maioria. O último single “Let There Be Love” é o único a ter as vozes de Liam e Noel. O cd é o único além do “…Morning Glory” a ter dois singles no topo das paradas inglesas. Em 2006 saiu o Best Of “Stop The Clocks”, com 18 músicas, sendo 4 b-sides e nenhuma música nova. A coletânea fechou o contrato da banda com a Sony BMG. Em 2008 a banda lançará seu próximo disco, ainda sem nome. O disco está desenvolvido no “Abbey Road”, famoso estúdio dos Beatles, que também nomeia o penúltimo album da banda.

Comparações com os Beatles

Uma das mais marcantes características do grupo é a semelhança com os Beatles. O som da banda e até mesmo os cortes de cabelo fazem lembrar a banda dos anos 60. Não obstante, os Oasis fazem referência aos Beatles em várias oportunidades. O videoclipe Live Forever, por exemplo, foi filmado numa antiga casa de John Lennon. Já a música She’s Eletric termina exatamente como With a Little Help From My Friends, e por isto os Oasis recusaram-se a tocá-la ao vivo, para evitar processos judiciais. Para alguns críticos, os Oasis fazem estas referências à banda de Liverpool como uma homenagem; para outros, entretanto, trata-se de pura falta de criatividade. De qualquer modo, esta característica ajudou a impulsionar a carreira do grupo.

Veja a lista de referências aos Beatles:

Álbum: Definitely Maybe
– O videoclipe Live Forever foi gravado na antiga residência de John Lennon. Inclusive, numa passagem do video, aparece um quadro com a foto de Lennon.

– Um trecho de Supersonic é “you can sail with me in my yellow submarine”; Yellow Submarine é o nome de um álbum, uma música e um filme dos Beatles, e tornou-se um dos ícones desta banda.

Álbum: (What’s the Story) Morning Glory?
– A música Wonderwall teve, provavelmente, o seu título baseado na Wonderwall Music, título de um álbum de George Harrison.
– Em Wonderwall, o trecho “and all the roads that lead you there were winding” é uma referência a The Long and Winding Road, dos Beatles.
Don’t Look Back in Anger tem a introdução no piano idêntica à de Imagine, de Lennon.
– O trecho de Don’t Look Back in Anger, “So I start my revolution from my bed / ‘coz you said the brains I had went to my head”, é inspirado numa entrevista de John Lennon.
She’s Eletric termina exactamente como With a Little Help From My Friends.

Álbum: Be Here Now
– O título do álbum é o mesmo de uma música de George Harrison, do disco Living In the Material World.
– Na capa do álbum, a limusine que está dentro da piscina é a mesma utilizada por John Lennon.
– No livro que acompanha o cd, há a foto de um cartaz com a seguinte frase: “Os Beatles eram bons, mas os Oasis são muito melhor!”.
Stand by Me, uma das faixas do álbum, é também o nome de uma música gravada por John Lennon.
D’You Know What I Mean parece ter inspiração numa música dos Beatles, “I Saw Her Standing There”, nos seguintes versos: “Well she was just 17 / But you know what I mean” – O videoclip de All Around the World apresenta um disco voador amarelo, que é considerado uma referência ao submarino amarelo (Yellow Submarine) que os Beatles imortalizaram.
– Em Fade In-Out, um trecho cita as palavras Helter Skelter, uma música dos Beatles.

Álbum: The Masterplan
– O álbum possui um cover de I Am the Walrus, gravado ao vivo.

Álbum: Standing on the Shoulder of Giants
Who Feels Love? tem a música de fundo inicial idêntica a Strawberry Fields Forever.
Go Let It Out tem o trecho “Go Let It Out/Go Let It In/Go Let It Out/Don’t Let It In”, que foi provavelmente inspirado em “Let it out and let it in/Hey jude, begin”, da música Hey Jude.

Álbum: Don’t Believe the Truth
– Alguns consideram Keep the Dream Alive como referência as canções de Lennon. Em God, Lennon diz: “The Dream is over”, na canção Keep the Dream Alive, podemos ver, por exemplo, o verso: “I will keep the dream alive”.

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11
fev
08

PAUL MCCARTNEY – BIOGRAFIA

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Sir James Paul McCartney, MBE, (Liverpool, 18 de Junho de 1942) é um cantor, músico e compositor britânico que, primeiramente, ficou conhecido como integrante do grupo de rock Beatles. Junto de John Lennon, formou a dupla de compositores mais famosa da história do rock, compondo a maioria das canções e melodias do grupo, assinando-as simplesmente como “Lennon/McCartney”.

Após a dissolução dos Beatles em 1970, McCartney lançou-se em uma carreira solo de sucessos, formou uma banda com sua primeira mulher Linda McCartney, os Wings. Ele também trabalhou com música clássica, eletrônica e trilhas sonoras.

Em 1979, o Livro Guinness dos Recordes declarou-o como o compositor musical de maior sucesso da história da música pop mundial de todos os tempos.[1] . Paul teve 29 composições de sua autoria no primeiro lugar das paradas de sucesso americana. Vinte das quais junto com os Beatles (que compôs junto com John Lennon) e o restante em sua carreira solo ou com seu grupo Wings.

Paul McCartney é o canhoto e baixista mais famoso da história do rock, embora também toque outros instrumentos, como bateria, teclado e guitarra. É considerado como um dos mais ricos músicos de todos os tempos. Fora seu trabalho musical, Paul advoga em favor dos direitos dos animais, contra o uso de minas terrestres, a favor da comida vegetariana e a favor da educação musical.

Em 1997 foi publicada a biografia intitulada Many Years From Now, autorizada pelo músico e escrita pelo britânico Barry Miles.

Juventude

Paul nasceu no dia 18 de junho de 1942 no Hospital General de Liverpool, Inglaterra, onde sua mãe, Mary, tinha trabalhado como enfermeira na maternidade alguns anos antes[2]. Ele tinha um irmão, Michael, que nasceu no dia 7 de janeiro de 1944]].[3]. Foi batizado com o nome de James Paul McCartney na igreja católica, sua mãe era católica e o pai protestante que posteriormente tornou-se agnóstico. Como muitos de Liverpool, os McCartney tinha descedência irlândesa[4].

Aos onze anos, Paul passou a freqüentar a escola Liverpool Institute[5], foi no ônibus a caminho da escola que Paul conheceu George Harrison.[6]. Em 1955, os McCartney mudaram-se para 20 Forthlin Road, em Allerton (subúrbio de Liverpool). Atualmente a casa dos McCartney faz parte do The National Trust.[7](organização que protege e conserva locais de interesses históricos na Inglaterra).

No dia 31 de outubro de 1956, aos 14 anos, Paul perdeu a mãe que faleceu de embolismo após uma mastectomia para conter o câncer de seio[8]. Esse acontecimento faria posteriormente com que Paul se sentisse próximo a John Lennon que também perdeu a mãe precocemente aos 17 anos[9] .

O pai de Paul, Jim, trabalhava vendendo algodão. Ele tocava trompete e piano e teve uma banda de dança de salão nos anos 20. Após a morte da mulher, Jim começou a estimular Paul a se interessar pela música comprando-lhe um trompete. Mas Paul não se interessou pelo trompete. Seu interesse pela música só começou quando o skiffle tornou-se popular na Inglaterra.

Anos 60

No ano de 1957, Paul então com 15 anos conheceu John Lennon ao ir assistir ao show de uma banda chamada Quarrymen em Woolton (subúrbio de Liverpool), esta seria a banda que daria origem aos The Beatles. No início, a tia de John desaprovou a amizade dos dois pois Paul vinha da classe operária.

A entrada de Paul para a banda se deu após John ver Paul tocar a canção “Twenty Flight Rock”. John Lennon acabou o convidando para entrar para a banda. Os dois começaram a compôr juntos algumas canções. Em 1958, Paul convenceu John a aceitar George Harrison na banda. John estava relutante ao aceitá-lo já que George era considerado muito novo. Após a entrada de George, Stuart Sutcliffe, amigo da escola de artes de John Lennon, entrou para a banda como baixista.

Os Quarrymen mudaram de nome várias vezes até começaram a se chamar The Beatles. Em 1960, a banda foi pela primeira vez tocar em Hamburgo. Na época, Jim McCartney relutou bastante em deixar seu filho ainda adolescente, Paul, ir a Hamburgo[10] . Paul e o baterista Pete Best acabaram sendo deportados da Alemanha após darem início a um pequeno incêndio no local onde estavam hospedados.

Em 21 de março de 1961, os Beatles fizeram seu primeiro show no Cavern Club[11][12]. Após Paul McCartney notar que outras bandas de Liverpool tocavam as mesmos covers que eles, ele e John se intesificaram em compôr novas canções[13]. No mesmo ano, os Beatles retornaram a Hamburgo para fazer shows em clubes noturnos, neste momento Paul passou a tocar baixo pois Stu largou a banda[14] e então os Beatles se tornaram um quarteto com dois guitarristas (John e George), um contrabaixista (Paul) e uma baterista (Pete)[15].

Foi ainda no mesmo ano que os Beatles conheceram Brian Epstein e logo depois conseguiram o contrato com a EMI Parlophone após serem recusados pela Decca Records. Com a assinatura do contrato, Pete, o baterista, foi dispensado e em seu lugar entrou Ringo Starr.

Durante os Beatles, Paul formou junto a John Lennon uma dupla de compositores, e combinaram que mesmo quando alguma canção fosse escrita só por um deles, ela traria a assinatura de Lennon/McCartney. Nos Beatles, Paul era o que mais escrevia canções românticas. São de sua autoria canções como “Yesterday”, “And I Love Her”, “Michelle” e “Here There And Everywhere”. Embora Paul sempre fosse acusado de só escrever baladas, ele também escreveu várias canções com um estilo mais pesado como “Back In The URSS”, “Helter Skelter” e “The End”. A canção “Yesterday” é a mais regravada por outros artistas em todos os tempos. Nos anos 60, Paul ainda escreveu canções para outros músicos entre elas “A World Without Love” gravada por Peter & Gordon que atingiu o primeiro lugar nas paradas de sucesso)[16].

Em 1966, os Beatles no auge da fama pararam de fazer shows ao vivo. No mesmo ano, Paul McCartney foi o primeiro beatle a desenvolver um projeto musical solo, ele compôs a trilha sonora para o filme televisivo The Family Way. Pelo trabalho, Paul ganhou o prêmio Ivor Novello como melhor tema instrumental.

Depois que Brian Epstein morreu em 1967 e John Lennon passou os Beatles para segundo plano, após conhecer Yoko Ono, Paul tentou se tornar líder da banda, o que acabou gerando conflitos com Lennon. Ele e John também entraram em conflito na hora de escolher um novo empresário para a banda. Em 1969, Paul tentou convencer os outros beatles de voltarem a fazer apresentações ao vivo. Neste mesmo ano, por sua sugestão os Beatles gravaram o filme/documentário Let It Be pensando que isto os reaproximaria, o que não aconteceu. No dia 10 de abril de 1970, Paul McCartney anunciou publicamente o fim dos Beatles em entrevista coletiva e anunciou o lançamento de seu primeiro álbum solo[17]. Embora eles já não quisessem mais continuar juntos a entrevista antecipada de Paul sem o conssentimento dos outros integrantes gerou magoas a ponto de ele ser acusado pelos outros de traidor.

O lançamento do álbum Let It Be quase um mês depois da declaração oficial do fim dos Beatles deixou Paul insatisfeito. A produção do álbum foi entregue a Phil Spector, e Paul ficou desapontado com o tratamento que Phil deu em suas canções principalmente em “The Long and Winding Road”.

A lenda da morte de Paul McCartney

A lenda da morte de Paul McCartney começou nos anos 60. No dia 12 de outubro de 1969, um telefonema anônimo ao DJ Russ Gibb da radio WKNR-FM de Dearborn, Michigan, informou sobre a morte de Paul dizendo que se a canção “Revolution 9” fosse ouvida ao contrário seria possível ouvir turn me on, dead man (reviva-me, homem morto)[18]. Posteriormente um estudante da Universidade de Michigan publicou uma revisão sobre o álbum Abbey Road detalhando vários indícios da morte de Paul McCartney[19] . No dia 14 de outubro, um jornal de Michigan abordou o assunto. A lenda tomou força quando um DJ de Nova York, Ruby Yonge, falou em seu programa da WABC sobre a morte de Paul. Ruby foi demitido imediatamente porém a rádio WABC podia ser escutada em quase todo território americano e o que acabou fazendo com que lenda tomasse proporções gigantescas.

A versão mais comum é que Paul McCartney teria morrido em um acidente de carro (evidência encontrada na canção “A Day In The Life”). E a partir de sua morte os Beatles passaram a deixar pistas em seu trabalho sobre o fato. O indício mais forte que teria sido deixado pelos Beatles estaria na capa do álbum Abbey Road. Na capa há um fusca branco com a placa “LMW 281F”, o 28 IF significaria 28 anos se Paul estivesse vivo (If siginifica se em português). Além disto Paul aparece descalço (como os mortos eram enterrados na Inglaterra) e segurando o cigarro na mão direita (Paul era canhoto).

Anos 70: Solo

Em seu primeiro álbum após o fim do Beatles, McCartney, Paul escreveu todas as canções, gravou todos os instrumentos e produziu o disco em um estúdio particular de sua casa, com Linda fazendo os vocais de apoio. O disco foi considerado caseiro demais para os críticos, mas mesmo assim Paul conseguiu fazer sucesso com a canção “Maybe I’m Amazed” e “Every Night”.

Em 1971, Paul lançou o compacto “Another Day”, que alcançou sucesso. Ainda no mesmo ano, junto com sua mulher, lançou outro álbum solo, Ram, com alfinetadas ao seu ex-parceiro musical, John Lennon (como na canção “Too Many People”). Mais tarde John Lennon responderia com a canção “How Do You Sleep?” atacando Paul. O álbum ainda trazia uma foto de dois besouros (beetles em inglês) copulando em referência aos Beatles. Assim como John Lennon fez com Yoko Ono, Paul McCartney insistiu para que Linda McCartney se tornasse sua parceira musical e ela, assim como Yoko, recebeu através do anos várias críticas por falta de talento musical. Mas o álbum Ram é considerado por muitos como um dos melhores de sua carreira solo, e a canção “Uncle Albert/Admiral Halsey” foi o maior sucesso comercial do álbum.

 Anos 70: Wings

Depois do disco solo Ram, ainda em 1971, Paul voltaria a formar uma nova banda, os Wings. Sua nova banda teve durante os anos de sua existência como integrantes fixos Paul McCartney, Denny Laine (ex-Moddy Blues) na guitarra e Linda McCartney nos teclados. Outros integrantes não eram fixos como os três.

Os Wings lançaram seu primeiro trabalho em 1972, Wild Life. No mesmo ano, os Wings apresentaram-se pela primeira vez ao vivo em algumas universidades inglesas. Em 1973, o grupo lançou o álbum Red Rose Speedway. Pela primeira vez a banda atingiria o primeiro lugar nas paradas de sucesso, com este álbum e com a canção “My Love”. No mesmo ano, a banda lançou a canção “Live And Let Die”, parte da trilha sonora do filme de 007 – James Bond: Viva e Deixe Morrer.

O álbum seguinte foi o álbum de maior sucesso da banda, Band on the Run, eleito o disco do ano. Em 1974, os Wings lançaram o álbum Venus and Mars e no ano seguinte o álbum Wings at the Speed of Sound com a canção “Silly Love Songs”, em resposta a provocação de John Lennon em ‘”How dou you sleep?” do álbum Imagine.

A banda fez uma tournê mundial em 1975-1976 registrada no álbum Wings Over America. Em 1977, a canção “Mull Of Kintyre” se tornou o grande sucesso de Paul McCartney em parceria com Denny Laine. No ano seguinte, a banda lançou o álbum London Town, seu disco mais vendido que trouxe o sucesso “With A Little Luck”. Em 1978 foi a vez do álbum Back to the Egg que contou com a participação de Pete Townshend (The Who), David Gilmour (Pink Floyd), John Paul Jones e John Bonham (ambos do Led Zeppelin) na canção “Rockestra Theme”.

Em 1979, Paul McCartney organizou o show Concert For The People Of Kampuchea. Participaram do show não só os Wings mas como também o Queen, The Who, Pretenders, The Clash e Elvis Costello entre outros. Logo após, o Wings partiu em uma turnê ao Japão, onde Paul McCartney foi preso ao desembarcar no aeroporto por porte de maconha. Era o fim da banda.

 Anos 80

A morte de John Lennon

Em uma entrevista em 1980, Lennon disse que a última vez que viu McCartney foi quando eles assistiram ao programa de tv Saturday Night Live juntos em maio de 1976, onde Lorne Michaels fez uma proposta de 3.000 dólares para reunir Lennon, McCartney, Harrison e Starr em um show.[20] McCartney e Lennon tinham considerado a proposta mas estavam cansados demais para seguir até o estúdio.[21] Na noite de 9 de dezembro de 1980, McCartney acordou com as notícias do assassinato de John Lennon.[22] A morte de John Lennon criou um frenesi em torno dos outros Beatles vivos.[23] Na tarde de 9 de dezembro , ao sair de um estúdio na Oxford Street, McCartney ficou rodeado de jornalistas perguntado a respeito da morte de John. Paul disse, “Eu estou chocado – isto é uma notícia terrível” e disse ainda que passou o dia no estúdio por não querer ficar em casa sentado sem fazer nada.”[24] Paul foi muito cirticado pela frieza com que recebeu a notícia da morte de John Lennon.[25] Em entevista para a revista Playboy em 1984, McCartney disse que ele ficou assistindo ao noticiário na televisão aquela noite e chorou a noite inteira. Ele relembrou ainda do seu último telefonema à John Lennon, pouco após o lançamento do álbum Double Fantasy de John e Yoko. Segundo Paul, no telefonema Lennon disse rindo a Paul, “Esta esposa quer uma carreira!”[26] O termo esposa foi usado em referência ao termo esposo-Lennon que tomou conta do filho durante anos.[27]

Após a morte de John, McCartney voltou ao trabalho mas ficou durante muito tempo sem tocar ao vivo. Ele explicou que isto era devido ao nervosismo de ser o próximo a ser assassinado.[25][28] Isto entrou em desacordo com Denny Laine, que queria continuar a fazer shows.[28][29] Em 1981, seis meses após a morte de Lennon, McCartney fez parte da vocalização do tributo de George Harrison a John, na canção “All Those Years Ago”, junto com Ringo Starr.

Novos álbuns solo

Seu primeiro álbum solo da década foi o McCartney II, com ênfase em sintetizadores ao invés de guitarras.[30][31] A canção “Coming Up” atingiu o segundo lugar na Inglaterra e primeiro nos Estados Unidos.[32], e “Waterfalls” foi outro Top 10 inglês.

O próximo álbum, foi Tug of War de 1982, que marcou a reunião com o produtor dos Beatles, George Martin,[33] e com Ringo Starr. Paul cantou no álbum em dueto, com Stevie Wonder em “Ebony and Ivory”[34] e fez um tributo a Lennon, “Here Today”. O álbum se tornou um de seus maiores sucessos em toda sua carreira solo. Ringo Starr tocou bateria em “Take It Away”. Carl Perkins cantou em dueto com Paul a canção “Get it” e Stevie Wonder as canções “Ebony and Ivory” e “What’s that you’re doing ?”. No mesmo ano, Paul gravou uma canção com o megastar pop emergente Michael Jackson (“The Girl is Mine”), que foi lançada no álbum de Michael, Thriller.

No ano seguinte, Paul lançou o álbum Pipes of Peace e alcançou sucesso com as canções “Pipes of Peace”, “So Bad” e “Say, Say, Say”, esta última em parceria novamente com agora então consagrado Michael Jackson. O álbum trazia novamente a participação de vários artistas além de Michael Jackson como Ringo Starr, Eric Stewart e Denny Laine (ex-Wings), além da produção novamente de George Martin.

McCartney escreveu e atuou no filme de 1984 Give My Regards to Broad Street. A trilha sonora atingiu o Top 10 americano e inglês[35] assim como a canção “No More Lonely Nights” (que contou com a participação de David Gilmor, ex-Pink Floyd na guitarra solo) , mas o filme não se saiu bem comercialmente[36] e recebeu críticas negativas. No filme, atuaram junto a Paul, sua mulher Linda, o ex-beatle Ringo Starr e sua mulher Barbara Bach e a atriz Tracey Ullman. No final do mesmo ano, McCartney lançou a canção “We All Stand Together”, canção principal do desenho animado Rupert and the Frog Song e escreveu e cantou a canção principal do filme Spies Like Us.

A amizade de Paul McCartney e Michael Jackson acabou em pouco tempo. Eles começaram a se tornar amigos na época da gravação das canções “The Girl is Mine” e “Say Say Say”. Após o lançamento de Thriller, Michael tornou-se um dos maiores megastars do mundo pop e acabou comprando o catálogo da Northern Song com isso tornou-se dono dos direitos autorais das canções de Lennon/McCartney, para desgosto de Paul McCartney, que sempre quis comprá-las.

Em 1986, ele lançou o álbum que foi considerado um dos mais fracos de sua carreira solo: Press to Play. E em 1988, lançou Снова в СССР, com canções clássicas do Rock and roll. Foi originalmente um álbum lançado somente na USSR que posteriormente teve seu lançamento mundial.

No final da década de 80, McCartney começou uma parceria com o compositor e músico Elvis Costello.[37] As músicas compostas apareceram em vários singles e em álbuns de ambos artistas, destacando-se “Veronica” do álbum Spike de Elvis Cosltello, e “My Brave Face” do Flowers in the Dirt de Paul, ambos lançados em 1989.[38] Este álbum, Flowers in The Dirt, atingiu o primeiro lugar na Inglaterra. Em 1989, McCartney embarcou em sua primeira tournê após a morte de John Lennon e a primeira pelos Estados Unidos após 13 ano, a tournê chamada “The Paul McCartney World Tour” foi documentada no álbum Tripping The Live Fantastic.

Anos 90

Em abril de 1990, Paul tocou pela primeira vez no Brasil, a apresentação foi no estádio de futebol Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro, e bateu o incrível record de público em uma apresentação de um artista solo (184 mil pessoas). No ano seguinte, ele gravou um álbum acústico, Unplugged.

Em 1993, Paul lançou o álbum Off The Ground e a canção “Hope of Deliverance” fez um sucesso modesto. Após o disco, Paul iniciou mais uma grandiosa turnê que percorreu o mundo. Ainda em 1993, ele também lançou o disco ao vivo Paul is Live cuja capa tinha uma referência à lenda surgida no fim dos anos 1960 que dizia que Paul havia morrido e sido substituído nos Beatles por um sósia. A turnê “Paul is Live” foi registrada em vídeo. Vale a pena lembrar que em 1993, Paul voltou ao Brasil fazendo uma “mini-turnê” em algumas cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba”.

No ano de 1995, Paul McCartney reuniu-se com os ex-Beatles George Harrison e Ringo Starr para a realização de The Beatles Anthology, que englobou um documentário em vídeo, um livro biográfico e três CDs duplos com algumas canções inéditas (gravadas na época da existência do conjunto na década de 60) e canções conhecidas em versões diferentes. Eles também criaram duas novas canções: “Free as a Bird” (1995) e “Real Love” (1996) que mixava a voz do ex-beatle John Lennon junto com os outros integrantes.

Em 1997, Paul lançou o álbum Flaming Pie. O álbum foi o primeiro a atingir o Top 10 das paradas de sucessos americanas depois do lançamento de Tug of War. Pelo álbum, McCartney seria indicado ao Grammy. No ano seguinte, Linda McCartney morreria de câncer de mama.

Em 1999, lançou o álbum Run Devil Run com canções clássicas do rock. No final da década, Paul novamente se envolveu em uma discussão com a viúva de Lennon. Ao lançar um disco, Paul queria inverter os créditos das canções de Lennon/McCartney para McCartney/Lennon, alegando que as canções em questão eram de sua autoria na época dos Beatles. Yoko Ono não aceitou a inversão.

2000 – atual

Em 2001, Paul McCartney lançou uma coletânea contendo as melhores canções dos Wings, Wingspan, e um documentário sobre a banda em DVD com o mesmo nome. No fim do ano, ele organizou The Concert for New York City, um espetáculo em resposta aos ataques de 11 de setembro[39] . Participaram do show realizado no Madison Square Garden de Nova York o grupo The Who, Eric Clapton, Billy Joel e Elton John, entre outros.

No fim do ano, Paul recebeu a notícia do falecimento de George Harrison. Após a morte de George, Paul tocou em homenagem algumas vezes composições de George em seus shows, incluindo “For your Blue”, “Something”, “While My Guitar Gently Weeps” e “All Things Must Pass”.

Com o lançamento do disco Driving Rain ainda em 2001, Paul iniciou uma turnê em 2002 que acabou sendo registrado em disco e em DVD chamado Back in The US. Ele ainda compôs e gravou a canção título para o filme Vanilla Sky, e foi indicado ao Oscar de melhor canção mas não venceu.[40]

Durante esses últimos anos, Paul realizou espetáculos que entraram para a história. Apresentou-se duas vezes na partida final do Super Bowl (em 2002 e 2005), finalizou o show em comemoração ao Jubileu da Rainha da Inglaterra Party at the Palace, participou de uma homenagem feita ao ex-beatle George Harrison no Royal Albert Hall em Londres (Concert for George em 2002), fez o primeiro show da história da canção no Coliseu de Roma, apresentou-se pela primeira vez em Moscou (em 2003), tocou no famoso festival inglês Glastonbury Festival (em junho de 2004), tocou no Rock in Rio Lisboa (em 2004) e abriu e finalizou o show do Live8 (em julho de 2005).

No ano de 2005, Paul lançou o disco Chaos and Creation in the Backyard, que foi indicado ao Grammy de melhor álbum.

Em 2007, Paul oficialmente saiu da Capitol Records e ingressou para a rede de cafés Starbucks[41] com o seu selo musical ” Hear Music”, lançando o álbum Memory Almost Full no dia 4 de junho. Para promover o álbum, Paul apareceu no comercial da Apple Computer, iPod+iTunes.

No dia 26 de junho de 2007, McCartney apareceu no programa de Larry King da rede CNN com Ringo Starr, Yoko Ono Lennon, Olivia Harrison e Guy Laliberté para promover o “Revolution Lounge” situado em Las Vegas, Nevada e comemorar um ano do aniversário da apresentação Love do Cirque Du Soleil. [42]

Outras atividades

Música clássica

Paul McCartney desenvolveu outros interesses fora o rock. Em 1991, ele lançou seu primeiro álbum de música clássica, o Liverpool Oratorio. O álbum foi composto em colaboração com Carl Davis para comemorar o 150 aniversário do The Royal Liverpool Philharmonic Orchestra. Em 1997, Paul lançou seu segundo álbum clássico, o Standing Stone. Em 2000, Paul lançou A Garland For Linda, um álbum em homenagem a Linda e que contou com composições não só de Paul mas de outros nove compositores contemporâneos. Em 2006 foi a vez do lançamento de Ecce Cor Meum.

Música eletrônica

Em 1995, Paul gravou uma série de programas de rádio chamado Oobu Joobu que acabou gerando um série de álbuns bootlegs. Na década de 90, Paul trabalhou em um projeto de música eletrônica com o pseudônimo de The Fireman lançando dois álbuns, Strawberries Oceans Ships Forest (em 1993) e Rushes (em 1998).

Literatura

Em 1984, Paul escreveu e produziu a animação Rupert and the Frog Song. Em 2001, Paul lançou o livro Blackbird Singing com poemas alguns dos quais letras de canções suas. Em 2005, lançou o livro infantil High In The Clouds: An Urban Furry Tail.

Ativismo

Paul e Linda McCartney se tornaram defensores da comida vegetariana e dos direitos dos animais, tendo até participado de um episódio da série “Os Simpsons” relacionado ao tema [[2]]. Em 1999, Paul gastou 3 milhões de libras para garantir que a comida de Linda fosse isenta de modificações feitas pela engenharia genética. Após o casamento de Paul com Heather Mills, ele passou a apoiar a campanha contra minas terrestres. Eles foram patronos da Adopt-A-Minefield.

Negócios

Paul McCartney é um dos homens mais ricos da Inglaterra, seu patrimônio é avaliado em 670 milhões de libras. Em 1975, Paul fundou a MPL Comunications (“McCartney Productions Limited”) que cuida de seus direitos autorais e também possui um catálogo de outros músicos entre eles Buddy Holly e Meredith Willson.

Vida pessoal

Namoro com Jane Asher

Paul McCartney foi o último beatle a se casar. Ele namorou por 5 anos a atriz, Jane Asher, de quem acabou ficando noivo. Porém o noivado acabou em 1968. Paul conheceu Jane quando os Beatles foram se apresentar no Royal Albert Hall em 1963[43]. Ela foi entrevistá-los para a BBC. Pouco tempo depois, os dois engataram um namoro[44]. Não demorou muito para Paul conhecer a família de Jane. O Pai de Jane era médico e ela tinha dois irmãos, Peter e Clare[45]. Paul acabou indo morar com os Asher o que durou três anos. Em 1965, Paul comprou uma residência na 7 Cavendish Avenue por 40.000 libras[46]. Paul escreveu diversas canções inspirado em Jane como por exemplo “And I Love Her”, “You Won’t See Me”, e “I’m Looking Through You”.[47]

No dia 25 de dezembro de 1967, McCartney e Jane Asher anunciaram o noivado, logo após ela o acompanhou em uma viagem para a Índia. Ela terminaria o noivado pouco tempo depois, em 1968, após voltar de Bristol e encontrar Paul na cama com outra mulher.[48]

Casamento com Linda Eastman

Em 1967, Paul conheceu Linda Eastman, uma fotógrafa norte-americana, antes do fim de seu noviado com Jane Asher, em um clube noturno de Londres. Ela estava em Londres para tirar fotos de músicos ingleses ligados ao Swinging London. Após o rompimento de Paul e Jane, ele se encontrou com Linda em Nova York na ocasião do anúncio do lançamento da Apple Corps[49]. Não demorou muito para os dois começarem um relacionamento.

Em 12 de março de 1969, ele se casou com Linda e adotou a filha dela, Heather. Com Linda, Paul teve três filhos: Mary (nascida em 1969), Stella (nascida em 1971) e James (nascido em 1977). Após a separação dos Beatles, Linda se tornou parte da carreira de Paul. Fez parte da banda Wings, tocou piano em shows e discos solos de Paul.

Em 1998, Linda morreu de câncer no seio em Tucson, Arizona. Na época houve rumores que sua morte foi eutanásia[50] porém Paul sempre negou isso. [50][51]

Atualmete, Paul McCartney têm quatro netos frutos de seu casamento com Linda. Mary têm dois filhos (Arthur Alistair Donald nascido em 3 de abril de 1999 e Elliot Donald nascido em 1 de agosto de 2002) e Stella têm um filho (Miller Alasdhair James Willis nascido em 25 de fevereiro de 2005) [52] e uma filha (Bailey Linda Olwyn Willis nascida em 8 de dezembro de 2006).[53]

Casamento com Heather Mills

Em 11 de junho de 2001, Paul se casou com a modelo Heather Mills. Eles se casaram no Castelo Leslie na Irlanda em uma recepção para 300 convidados. Em 2003, nasceu a primeira e única filha do casal, Beatrice. Em 17 de maio de 2006, sites na internet anunciaram a separação do casal. Em entrevista para o Evening Standard no dia 18 de maio de 2006, Heather respondeu às acusações de ter se casado por dinheiro alegando não ser uma golpista. Em publicação do jornal inglês “The Sun” foi revelado fotos que Heather teria trabalhado em um filme pornô. Quando a separação do casal chegou aos tribunais pela partilha dos bens, Heather alegou publicamente que apanhava de Paul ele também alegou o mesmo. Em 2007, eles fizeram um acordo. A imprensa anunciou que provavelmente Paul pagou 32 milhões de libras pelo divórcio.

BACK IN THE WORLD- 2003

CD1

1 – HELLO GOODBYE
2 – JET
3 – ALL MY LOVING
4 – GETTING BETTER
5 – COMING UP
6 – LET ME ROLL IT
7 – LONELY ROAD
8 – DRIVING RAIN
9 – YOUR LOVING FLAME
10 – BLACKBIRD
11 – EVERY NIGHT
12 – WE CAN WORK IT OUT
13 – MOTHER NATURE´S SON
14 – CARRY THAT WEIGHT
15 – THE FOOL ON THE HILL
16 – HERE TODAY
17 – SOMETHING

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CD2

01- ELEANOR RIGBY
02 – HERE, THERE AND EVERYWHERE
03 – CALICO SKIES
04 – MICHELLE
05 – BAND ON THE RUN
06 – BACK IN THE USSR
07 – MAYBE I´M AMAZED
08 – LET ‘EM IN
09 – MY LOVE
10 – SHE’S LEAVING HOME
11 – CAN´T BUY ME LOVE
12 – LIVE AND LET DIE
13 – LET IT BE
14 – HEY JUDE
15 – THE LONG AND WINDING ROAD
16 – LADY MADONNA
17 – I SAW HER STANDING THERE
18 – YESTERDAY
19 – SGT. PEPPERS / THE END

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11
fev
08

The rolling stones – biografia

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Clique no link após o texto para fazer o download dos maiores sucessos. 

Os Rolling Stones são uma banda de rock inglesa formada em 25 de Maio de 1962, e que está entre as bandas mais antigas ainda em atividade. Ao lado dos Beatles, foram a banda mais importante da chamada Invasão Britânica ocorrida nos anos 60, que adicionou diversos artistas ingleses nas paradas norte-americanas.

Formado por Mick Jagger, Keith Richards, Brian Jones, Bill Wyman e Charlie Watts, o grupo calcava sua sonoridade no blues. Em mais de 40 anos de carreira, hits como (I Can’t Get No) Satisfaction, Start Me Up, Sympathy For The Devil, Jumping Jack Flash, Miss You e Angie fizeram dos Stones uma das mais conhecidas bandas do rock mundial, levando-a a enfrentar todos os grandes clichês do gênero, desde recepções efusivas da crítica até problemas com drogas e conflito de egos, principalmente entre Jagger e Richards. Os Rolling Stones já venderam mais de 200 milhões de álbuns no mundo inteiro.

1960-1970

Tudo começou em 1960, quando os dois amigos de infância, Mick e Keith, se reencontraram em um trem na estação de Dartford, Inglaterra, e descobriram um interesse em comum por blues e rock and roll. Foram convidados pelo guitarrista Brian Jones em 1962 a montar a definitiva banda de R&B branca, que se chamaria The Rolling Stones, inspirado no nome de uma canção de Muddy Waters, Rollin’ Stone, cujo nome foi utilizado oficialmente, pela primeira vez, em sua apresentação no Marquee Club de Londres em 12 de julho de 1962.

O pianista Ian Stewart, amigo de Brian, seria o co-fundador da banda, mas porque sua imagem pessoal não tinha o devido sex-appeal, ele seria rebaixado a gerente de palco, com direito a gravar com a banda mas não de posar como membro. Bill Wyman, que embora já vivesse da noite há muito mais tempo que os demais, seria acrescentado à banda por um motivo fútil: possuía mais de um amplificador. Em janeiro de 1963, Charlie Watts assumiria definitivamente a bateria. A boa repercussão nas apresentações ao vivo somadas à habilidade promocional de seu empresário, levou a banda a um contrato com a Decca Records (então a piada do ano por ter recusado um contrato com os Beatles). Seu empresário promove a banda com uma imagem de rebeldes e cria a pergunta: Você deixaria sua filha se casar com um Rolling Stone?.

Os primeiros singles, um cover de uma canção de Chuck Berry e Muddy Waters de cada lado, Come On/I Want To Be Loved, e uma gravação para uma composição da dupla John Lennon e Paul McCartney, I Wanna Be Your Man, foram bem aceitos. O primeiro álbum, chamado simplesmente The Rolling Stones, saiu em abril de 1964, contendo apenas uma composição de Jagger e Richards. Apenas com Tell Me (You’re Coming Back), lançado em junho de 1964, é que uma composição da dupla seria lançada como lado A de um compacto. A partir daí, pouco a pouco o material próprio começou a ser valorizado, tendo em Out Of Our Heads, de 1965, o primeiro de uma série de discos basicamente de composições da dupla Jagger-Richards. É nesse ano que a banda lança seu maior hit em todos os tempos, (I Can’t Get No) Satisfaction.

Com o álbum Aftermath, de 1966, a banda começaria uma fase de músicas mais longas e de arranjos mais elaborados. O flerte com o rock psicodélico e experimental teria seu ápice em Their Satanic Majesties Request, de 1967. Com Beggar’s Banquet (1968) haveria a volta ao estilo mais próximo ao R&B que os fizeram famosos. São desta época dois dos maiores hits da banda, Jumpin’ Jack Flash, que só saiu como compacto e a controversa Sympathy For The Devil – que Mick disse ter se inspirado em uma visita à um centro de candomblé na Bahia – música responsável pela maior parte das acusações de satanismo que a banda iria sofrer desde então.

Em 1969 Brian Jones oficialmente abandona os Stones, sendo substituído por Mick Taylor (que havia tocado com o John Mayall’s Bluesbreakers). Poucos dias depois de sua saída, Brian Jones seria encontrado morto afogado na piscina de sua casa em Sussex, em circunstâncias até hoje pouco esclarecidas. Existem duas versões: que ele se afogou sob influência de drogas e álcool, ou que ele foi afogado propositalmente por um dos empreteiros contratados para fazer obras na propriedade. Embora houvesse sido planejado muito tempo antes, dias depois a banda realizou um concerto memorável no Hyde Park, em Londres, diante de um público de 300 mil pessoas, que acabou tendo um significado especial além da apresentação do pouco conhecido novo guitarrista, Mick Taylor. O show aconteceu num palco decorado com uma enorme foto colorida e estourada de Jones. Jagger, vestido de branco, interrompeu a apresentação para ler uma passagem do poema Adonais de Percy Bysshe Shelley, em memória do amigo problemático. Enquanto mais de 3.000 borboletas brancas eram soltas do palco para a platéia emocionada. Os Stones pareciam ter chegado ao fim de uma era. Sem imaginar que a próxima tragédia estava bem próxima.

Em 6 de dezembro de 1969, o grupo chegou a Altamont, na Califórnia, para uma grande apresentação ao ar livre – com uma platéia pelo menos duas vezes maior do que a do Hyde Park. Bem antes dos Stones subirem no palco já havia problemas. A segurança do espetáculo estava sob a responsabilidade de um bando de Hell`s Angels de São Francisco, uma gangue de motoqueiros grossos e arrogantes que não sentiam nada a não ser desprezo pela multidão de mais de 500 mil hippies. Qualquer um que tentasse subir no palco era agredido e escorraçado de volta para a platéia por Angels que portavam tacos de sinuca. Durante a apresentação da banda Jefferson Airplane, que antecedeu a atração principal, fãs estavam sendo carregados para as cabanas da Cruz Vermelha em maior quantidade do que os médicos de plantão podiam dar conta. Quando os Rolling Stones finalmente foram se apresentar, a multidão ficou histérica, e os Hell`s Angels reagiram ficando ainda mais selvagens. Durante a execução de Under My Thumb (e não Simpathy for The Devil como muita gente acredita), um jovem negro, Meredith Hunter, foi assassinado com uma punhalada nas costas. Os Stones tinham noção de que alguma coisa havia acontecido, embora do palco fosse difícil dizer exatamente o quê. No dia seguinte é que os Rolling Stones descobriram que quatro pessoas (incluindo Meredith Hunter) haviam morrido naquele dia. Há versões de que Meredith foi agredido pelos Hell`s Angels por estar acompanhado de uma linda loira, mas ele estava armado com um revolver e o assassino, Alan Passaro, foi julgado alguns anos depois e inocentado por legítima defesa. O que aconteceu naquele dia fatídico está registrado no filme Gimme Shelter, de 1970. Ainda em 1969 os Stones lançaram Let It Bleed (título geralmente visto como sátira a Let It Be, dos Beatles, disco que de fato só seria lançado seis meses depois). Em 1970 sai Get Your Ya-Ya’s Out, o primeiro disco ao vivo, com estéreo autêntico e alta fidelidade, gravado de sua apresentação no Madison Square Garden, em Nova York.

1971-1980

Em 1971 a banda passa para a Atlantic Records, que lhes permite estrear o selo próprio, Rolling Stones Records. Nesse ano a banda lança um dos seus álbuns mais curiosos, Sticky Fingers, cuja capa foi idealizada por Andy Warhol com uma foto de uma pélvis atribuida a Jagger e cujo LP original possuía um zíper que podia ser aberto e mostrava uma figura de uma cueca (a despeito da banana do álbum Velvet Underground and Nico). Esse álbum também foi o primeiro a mostrar o famoso logotipo da boca que apesar de ter sido sempre atribuído a Andy Warhol na verdade foi produzido por John Pasche.

Keith Richards encontra-se no interior da França, no castelo gótico Villa Nellecote, especialmente para tentar se livrar das drogas, pela primeira vez. Percebendo estar em um momento excepcionalmente criativo, chama Mick Jagger para começarem a compor. Os dois se unem por várias semanas e produzem dezenas de novas composições que poderiam facilmente integrar um álbum triplo. Para lá é enviado, então, o estúdio móvel de gravação da Rolling Stones Records, tido como o mais moderno do mundo à época. Após a mixagem lançam, em 1972, o álbum duplo Exile on Main Street, considerado por muitos, e pelo próprio Jagger, como o melhor álbum da banda pela sua consistência, plasticidade e versatilidade dos músicos, o qual produz, entre outras, a música Tumblind Dice, obrigatória em qualquer show dos Stones até os dias de hoje.

Com a excelente repercusão do disco anterior e embalados pela sua turnê de 1972/1973, os Stones entram mais uma vez no estúdio e lançam em 1973 o álbum Goats Head Soup, amplamente conhecido pelo hit Angie e pela polêmica Star Star. Interessante que a balada Waiting on a Friend foi composta e gravada durante as sessões deste álbum e lançada apenas oito anos depois no álbum Tattoo You (1981), a qual, devidamente remixada tornou-se um hit da banda, assim como a música Tops.

Em 1974 os Rolling Stones gravam o clássico It’s Only Rock’n’Roll no estúdio do guitarrista Ronnie Wood (que tocava com a banda inglesa The Faces, liderada por Rod Stewart). Com a saída repentina de Mick Taylor para seguir carreira solo, Wood assume a segunda guitarra, embora só será oficialmente um membro efetivo dos Stones a partir da turne de 1975, cuja primeira apresentação com a banda ocorre em 1º de junho do mesmo ano em Baton Rouge, Lousiana, Estados Unidos, através dos acordes de Honky Tonk Women.

Embora a turnê de 1975 tenha sido batizada de Tour Of The Americas pois previa, além dos Estados Unidos e Canadá, shows no Brasil – Rio de Janeiro (14 e 17/08) e São Paulo (19 e 21/08) -, México (7 e 10/08) e Venezuela (28 e 31/08), estes não ocorreram por restrições políticas dos governantes desses países, preocupados com a imagem de desordeiros e drogados que a banda poderia passar além de desagradar os respectivos regimes de governo.

Lançam, então, Black & Blue (1976), um disco mais intimista com forte participações de convidados como Billy Preston, que já havia gravado Let It Be, dos Beatles e vinha participando de todos os álbuns dos Stones desde Sticky Fingers de 1971, e Ron Wood confirmado no comando da segunda guitarra, que obtém razoável sucesso. O álbum seguinte é Love You Live (1977), um duplo ao vivo gravado na turnê européia de 1976, bastante heterogêneo e com a formação básica da banda no palco. Em (1978) lançam Some Girls que é bem mais pesado do que os últimos trabalhos. Este disco é fortemente influenciado pelo movimento punk surgido na Inglaterra no ano anterior, com temas rápidos e agressivos como Respectable e When The Whip Comes Down, embora o disco seja mais lembrado pelo seu hit à la discoteque Miss You. Mostrando a vitalidade característica até os dias de hoje, ainda no mesmo ano saem, novamente, em turnê pelos Estados Unidos e já dão mostras da tendência que por eles será magistralmente explorada nos próximos anos: enormes palcos e infra-estrutura dos shows, jamais vistas até então. Em 1980 lançam um disco mais linear, Emotional Rescue, com o hit do mesmo nome do disco.

 1981-1990

Em 1981 a banda larga Atlantic Records e assina com a EMI. O álbum de estreia é Tatoo You, tido por muitos como o melhor álbum da banda de todos os tempos e talvez o seu único grande triunfo para esta gravadora, visto ser o de maior sucesso comercial da banda até os dias de hoje. Destacam-se inúmeros hits da banda, como a explosiva Start Me Up, obrigatória em todos os shows, e a balada Waiting On A Friend, composta inicialmente em 1973 e não lançada no disco do mesmo ano.

Com a excursão americana no mesmo ano, os Rolling Stones definitivamente inauguram a moda de shows gigantescos de duração de três horas, palcos móveis e desmontáveis e toneladas de equipamentos de som e luz. Resumindo a turnê em solo americano lançam em (1982) o álbum ao vivo Still Life (American Concert 1981) e o filme Let’s Spend the Night Together, que, sob a direção do renomado Hal Ashby, mostra o vigor juvenil de Jagger e a reabilitação de Richards das drogas, além do novo formato de apresentações ao vivo.

Em meio a especulações da mídia de possível separação da banda, no final de 1983 os Stones lançam o álbum Undercover, e, alimentando ainda mais estes rumores, a banda não sai em turnê e tampouco os músicos se pronunciam à respeito, cada um elaborando trabalhos individuais e não sendo vistos juntos em nenhuma ocasião.

Ian Stewart, pianista, gerente de palco e um dos fundadores da banda, acompanhando em todos os álbuns e shows, morre em 1985 em virtude de um ataque cardíaco. Tido como o sexto Stone, é homenageado com uma faixa no álbum da banda de 1986, Dirty Work, cujo álbum também não é acompanhado de turnê.

O relacionamento entre os membros restantes da banda não era dos melhores, com desentendimentos freqüentes entre Jagger e Richards. Mick Jagger envereda em uma carreira solo gravando músicas dentro do estilo Rolling Stones e causa um desentendimento sério entre ele e seu sócio Keith Richards. Especulações sobre o fim da banda duram por seis anos, embora o clima ruim não impedisse que continuassem sendo lançados álbuns de repercussão cada vez maior. Jagger, Richards, Wood, Wyman e Watts lançaram vários álbuns solo durante a década de 80 e 90.

Os Stones adentraram a década de 90 com uma nova gravadora, a CBS, em meio a rumores de que Mick Jagger e Keith Richards não podiam nem mesmo dividir uma mesma sala sem se engalfinharem. Os constantes boatos sobre a dissolução da banda ajudaram a catapultar o interesse e a expectativa da turnê e as vendas do álbum Steel Wheels (1989), tornando-a a maior da banda em todos os tempos até então. Os problemas pessoais foram colocados de lado e a banda se apresentou como nos velhos tempos, auxiliada pela habitual parafernália de palco tendo participação durante a turne,do Guns N’ Roses que estava explodindo no cenário musical,como banda de abertura. Reflexo disso é o álbum Flashpoint de 1990 que traz os Stones de volta aos palcos depois de sete anos.

Foi também à partir dessa turnê que os Stones tornaram-se experts nos negócios, transformando-se em uma banda multimilionária, com administração autônoma e profissional, alcançando espaços na mídia até então nunca vistos, tendência que permitiu as sucessivas bem-sucedidas turnês seguintes e um exemplo de exposição e fixação da “marca” The Rolling Stones.

1991-2000

O outro membro original, Bill Wyman, que deixa o grupo em 1993, ainda mantém fortes ligações com a banda, à exemplo de seu pub em Londres, o Sticky Fingers, totalmente decorado com inúmeras fotos, instrumentos e discos de ouro, entre outras lembranças dos Stones. Para o seu lugar é escalado o baixista Darryl Jones, que é apenas músico contratado, não sendo considerado membro oficial.

Em 1994, após um longo período de inatividade, é lançado com grande estardalhaço o álbum Voodoo Lounge, seguido pela turnê de mesmo nome (que passou pelo Brasil). A turnê que se iniciou em 19 de julho de 1994 em Toronto, Canadá, e foi encerrada em 30 de agosto de 1995 em Rotterdam, Holanda, arrecadou em torno de US$ 400 milhoes. Aproveitando a repercussão, todas as gravações da banda são relançadas em CD. O álbum de 1995, Stripped, foi mais intimista, com versões acústicas de vários de seus maiores sucessos e uma regravação gloriosa para “Like a Rolling Stone”, clássico de Bob Dylan.

No ano seguinte lançam The Rock And Roll Circus, trilha sonora de um filme arquivado desde 1968. O CD inclui uma apresentação de diversos artistas, como Jethro Tull, The Who, Marianne Faithfull, então esposa de Jagger e The Dirty Mac que nada mais é que uma pré-versão da Plastic Ono Band. Essa formação incluiu, além de John Lennon e Yoko Ono, Eric Clapton, Keith Richards (no baixo) e Mitch Mitchell, baterista do The Jimi Hendrix Experience.

Ainda em 1997 sai Bridges of Babylon, com uma capa luxuosa e uma excursão mundial igualmente cara, completa, com dois palcos, um maior e outro menor instalado no meio do público. Inclui também uma ponte para a banda atravessar do palco principal para o menor, sendo que neste executam basicamente clássicos sem o acompanhamento de metais e backing vocals voltando às raízes da banda nos anos 60 e, assim, inauguram um novo estilo de apresentações que se seguiram nas turnês seguintes. Com dois shows no Brasil, um em São Paulo e o outro no Rio de Janeiro (com participação mais que especial de Bob Dylan, inclusive abrindo os shows para a banda), confirmaram o país com status de rota obrigatória. Retrato dessa turnê foi o lançamento do álbum ao vivo No Security, em 1998.

 A partir de 2001

Para comemorar os 40 anos do grupo, em 2002 lançam o álbum duplo Forty Licks (1962-2002) que traz, além de 36 sucessos da banda, 4 novos hits (Don’t Stop, Keys To Your Love, Stealing My Heart e Losing My Touch), sendo o primeiro uma espécie de resumo da perseverança característica da banda, atingindo bastante sucesso. Em 16 de agosto do mesmo ano com um show em Toronto (Canadá) os Stones lançam uma de suas maiores turnês – a Licks Tour (detalhe para a música Heart of Stone, não tocada ao vivo desde 5 de dezembro de 1965). Esta longa turnê passou por todos os continentes do planeta, tendo sido encerrada em 9 de novembro de 2003, em Hong Kong. Mantendo o status de maior banda de rock & roll do mundo e a tradição de suas espetaculares apresentações, montam estruturas distintas e específicas para shows em arenas, estádios e teatros, além de private shows. Ao final do mesmo ano lançam o esplêndido DVD quádruplo Four Flicks, mostrando cada um dos formatos de suas apresentações e toda a vitalidade dos músicos sessentões.

Quando todos imaginavam o fim da banda, devido a um câncer na garganta do baterista Charlie Watts diagnosticado em junho de 2004 e curado em fevereiro de 2005, o vigor incansável do quarteto com ênfase às belas letras de Jagger e Richards (conhecidos como The Glimmer Twins desde os anos 70, pela ligação existente entre eles, além das lendárias histórias que protagonizaram) produz um de seus melhores álbuns de estúdio de todos os tempos. Lançado em 2005 A Bigger Bang traz uma sonoridade crua e voltada às raízes da banda: rock and roll, blues e rhythm and blues, além das pegadas das guitarras da dupla Richards/Wood, bem como para a harmônica melodiosa de Jagger, as 16 fortes canções do álbum mostram a excelência e competência de Jagger/Richards/Watts/Wood. Para a divulgação do álbum, mais uma vez iniciando em Toronto (em 10 de agosto de 2005), a banda se lança na estrada com a turnê do mesmo nome.

Em 18 de fevereiro de 2006, os Rolling Stones voltaram ao Brasil para o show da turnê A Bigger Bang. O show, gratuito, foi realizado nas areias da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para um público estimado em 1,5 milhão de pessoas, entrando para a história como o maior show da banda e um dos maiores concertos de rock de todos os tempos.

Após quase dois anos do lançamento da turnê A Bigger Bang, que já passou pela América do Norte – em duas oportunidades (2005 e 2006) -, América do Sul (2006) e Europa (2006), e arrecadara, até novembro de 2006, em torno de US$ 437 milhões (recorde na história da música), os Stones anunciaram, em 22 de março de 2007, uma lista de novos shows pelo velho continente, que se iniciará em 5 de junho de 2007, com uma apresentação em Werchter, Bélgica. Com seu encerramento, ainda sem data marcada, os Stones terão realizado a mais longa de suas turnês mundiais, mostrando a inesgotável energia que os move por mais de 45 anos de estrada.

Em 12 de junho de 2007, foi lançado o DVD The Biggest Bang, que contém 4 discos com mais de sete horas de shows, incluindo a integra do realizado no Rio de Janeiro, no ano anterior, bem como em Austin, Texas, e materiais dos shows de Japão, Buenos Aires e Shangai, além de entrevistas exclusivas e reveladoras com os membros da banda.

 Integrantes

 Atuais

  • Mick Jagger – vocal, guitarra e gaita (desde 1962)
  • Keith Richards – guitarra e vocal (desde 1962)
  • Ron Wood – guitarra (desde 1974)
  • Charlie Watts – bateria e percussão (desde 1963)

The Best of The Bang

Disc One:
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01 – Jumpin’ Jack Flash
02 – It’s Only Rock ‘N Roll
03 – Let’s Spend The Night Together
04 – Shattered
05 – Rough Justice
06 – Bitch
07 – Streets of Love
08 – Tumbling Dice
09 – Midnight Rambler
10 – This Place Is Empty
11 – Miss You
12 – Start Me Up
13 – Gimme Shelter
14 – Paint It, Black
15 – You Can’t Always Get What You Want
16 – (I Can’t Get No) Satisfaction

Disc Two:
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01 – Under My Thumb
02 – Get Off Of My Cloud
03 – Sway
04 – She’s So Cold
05 – Ain’t Too Proud To Beg
06 – Rain Fall Down
07 – Shine A Light
08 – Worried About You
09 – The Night Time Is The Right Time
10 – I’ll Go Crazy
11 – Back Of My Hand
12 – Learning The Game
13 – Little T & A
14 – Get Up, Stand Up
15 – It Won’t Take Long
16 – Let It Bleed
17 – Mr. Pitiful

09
fev
08

TRAVIS – THE MAN WHO

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Clique no link após o texto para fazer o download do disco.

 Já fazia um tempinho que um disco não grudava em meu som e se deixava tocar do início ao fim por duas, três, quatro, cinco vezes seguidas! Quem me conhece bem sabe que sou capaz de ouvir uma única música por três horas (”defeito” que minha namorada simplesmente não perdoa!). Mas um disco inteiro…?  Não estou dizendo que este seja o disco da minha vida ou o melhor da historia. Não, definitivamente não é isso. Mas alguns discos, na simplicidade que são gravados, conseguem um efeito paralisante. E foi isso que aconteceu com o Travis.Em seu espetacular The Man Who, lançamento de 1999 da Sony que, por um milagre (!), saiu no Brasil. Se The Man Who é meu atual escolhido para ser, digamos, dissecado é porque vi nele todo o encanto que me motiva a deixar um único cd tocando por cinco vezes seguidas… sem querer parar.A primeira coisa que chama a atenção no segundo álbum dessa “recém-chegada” banda ao mercado fonográfico brasileiro, formada por Fran Healy (vocail e guitarra), Dougie Payne (baixo), Andy Dunlop (guitarra) e Neil Primrose (bateria), é a capa. Poucas conseguiram um efeito tão maravilhoso com tamanha simplicidade. Cheguei a me perguntar se toda esta atmosfera não fora criada em mim exatamente pelo fato de não estar acostumada ao ambiente que ela retrata. Pode até ser. Mas que é lindo ver como o céu se torna uma continuação do solo e, no meio disso tudo, homens que acreditam na música se espalham criando um elo perfeito entre os dois elementos, isso é. Eu me apaixonei por ela. Até virou papel de parede do meu computador (sem comentários…). No entanto, longe está esta mesma capa de ter sido a maior responsável pela magia deste álbum…Tudo começa em “Writing to reach you”. O título por si só já causa uma reação única em mim (”escrevendo para te alcançar”). Mas se você não possui o conhecimento prévio que permite entender porque, melhor prestar atenção apenas à melodia. A letra é simples e fala de tentarmos “consertar” alguém que amamos, ensinando esta pessoa a ser como queremos. Quanta utopia! Mas, sem dúvida, entraria em uma imaginária lista que tenho das dez melhores músicas para se abrir um disco.Então começa “The Fear”. A bateria marca o mesmo passo durante toda a música, mas você nem percebe que ela está ali porque há algo de fantástico na voz de Fran Healy. Algo que faz você prestar atenção somente ao que ele fala. Parece que aquele medo que temos está sendo trazido à tona por alguém que nem sabe que você existe. Medo de quê? Bem, isso é com você, meu amigo. Escute com fones de ouvido e entenda melhor o que quero dizer.Em um disco como este é até redundante falar em “uma das melhores”. Mas foi assim que classifiquei “As you are” logo de cara. “Todo dia acordo sozinho porque não sou como os outros garotos…” Você acreditaria em uma música que contém versos tão adolescentes como estes? Quando mencionei a palavra “simplicidade” no início desta análise era pensando em “As you are”, principalmente. Nada foi tão espetacular quanto estes tais versos “adolescentes”… Nada! Ainda mais se levarmos em consideração que, ouvidos por adolescentes um pouquinho mais velhos, adquirem um significado todo especial.“Driftwood” é certamente a mais radiofônica. Prontinha com refrão fácil e levada super leve e descontraída, merecidamente virou um single. Mas esta amostra de The Man Who é uma das poucas que não merecem para si um pouco do brilhantismo da obra. OK, é gostosa. Mas um monte de gente acha a “Wonderwall” do Oasis gostosa, também, e isto não faz dela uma grande canção. (Acho que acabei de assinar minha sentença…)
Pitadas de francês preenchem “The Last laugh of the laugher”, uma balada não-balada (você sabem, aquelas músicas que, apesar de terem uma melodia doce e romântica, escondem uma dor imensa nos vocais ou na letra… ou nos dois…) que merecia um clip, na minha opinião. E deveria ser ambientado no mesmo lugar da foto da capa do disco. É gotoso ouvir algo tão sutil e, ao mesmo tempo, inquietante. Você já parou para pensar quem pode ser o último a sorrir?
Ah! Com um esforço você vai lembrar de Radiohead em “Turn”. E até me arrisco a dizer que os vocais são a maior contribuição para esta lembrança. Claro, com a ressalva de que ninguém sofre como Thom Yorke. “Eu quero viver em um mundo no qual serei forte (…) E se mudarmos, mudarmos, mudarmos?” É, até pode parecer dor, mas ouça a melodia juvenil como de um grupo de amigos tocando em um pub para a galera da faculdade e veja se consegue imaginar dor aí atrás.Se eles resolveram colocar “Why does it always rain on me?” na seqüência, aí que você vai achar que dor é o que menos existe aqui. Sim, porque tudo nesta música é para cima, desde os acordes iniciais até o clip, que é absurdamente legal. É inacreditável como eles conseguem tirar um sarro do que machuca, do que faz sofrer, fazendo certos sentimentos tão peculiares aos homens se tornarem ninharia, apenas mais uma “emoçãozinha” pela qual passamos ao longo do dia. Esta também é radiofônica, mas de jeito algum pode ser tida como apenas mais um “algo comum” para ser tocado nas rádios. E, segundo outro colaborador desta página e grande amigo meu, “essa é Truman, né?” Hehehe… pior que é.Gaitas, gaitas… por que elas sempre me conquistam? Nota 10 só pelas gaitinhas iniciais, nota 10! Não só elas, mas também “e a distância te diz que a distância tem que estar entre o amor, onde você tem estado, amor?” Puxa!, estamos falando de Luv, agora. Preciso dizer algo mais? Há gaitas passeando por toda a música, no início, no fim e no meio. Gaitas, violões e muita saudade. Seria até coerente dizer que aqui Healy estava triste, mas não consigo ver se quer uma lágrima escorrer durante toda a execução de The Man Who, logo, como poderia ter visto aqui?Ela é tão estranha… Mas é tão legal… Isso mesmo, “She’s so strange” é exatamente o que sua letra diz da garota mais estranha que já visualizei (ela tem um bigode preto!). Serve de “sala de espera” para uma das melhores músicas que fecham um disco. Nada de estranho, tudo normal, tudo muito simples. E era disso que também falava ao mencionar simplicidade: eles não precisaram de grandes arranjos, nem efeitos extremamente especiais para criar algo que sentimos com muita facilidade e constância. Os seres humanos são simples e previsíveis. Simples e previsíveis como você pode estar achando ser este álbum. Mas…Mas então chegamos em “Slide Show”. Nem bem termina a faixa nove e vozes, portas de carro batendo e barulho de motor virando invadem o ambiente. E mais violões. E uma viagem de carro com Healy e toda a simplicidade de uma letra que esculhamba um monte de músicas “legais” que tocam nas rádios e não dizem metade do que esta diz. Eu sempre estudei intertextualidade em obras literárias, mas confesso que foi a primeira vez que ouvi tão explicitamente em uma música. Você passa o tempo todo prestando atenção para tentar saber a qual outra música Healy fará a próxima referência, mas deveria mesmo prestar atenção ao carro que não pára de rodar. Porque quando você chegar ao fim e ele estacionar você terá concluído uma viagem rumo ao desconhecido, rumo ao interior de si próprio, rumo à brilhante luz azul que te envolve quinze minutos depois sem que você tenha se dado conta de que tinha entrado em transe. Não se desespere, você ainda estará ouvindo The Man Who, mas agora só você pode saber que homem ainda é… ou acabou de se tornar.

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09
fev
08

george harrison – all things must pass

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O ser humano é mesmo engraçado. Basta alguém importante, independente de seu ramo morrer, e pronto, todos querem saber mais a respeito do sujeito e sua obra. De certa forma acho isso até normal, já que a mídia em geral sempre dá um destaque especial a certos nomes, ainda mais em se tratando de um Beatle.O que mais me espanta, é que até mesmo os fãs de George Harrison parecem acordar de uma hora para a outra enquanto ele partia dessa para outra. É algo instantâneo, bate um saudosismo, misturado a tristeza de perder alguém que um dia pertenceu ao maior fenômeno musical dos nossos tempos, os Beatles.
Em se tratando de grandes álbuns, não poderia deixar de comentar aqui o magnífico “All Things Must Pass” de George Harrison. Antes mesmo de comprovarem o conteúdo musical do álbum, lançado em 1970, os críticos ficaram surpresos com a ousadia daquele, considerado o Beatle mais discreto, ser o primeiro deles a lançar um álbum, tão logo Paul Mc Cartney anunciasse a sua decisão de não mais trabalhar com a banda, no dia 10 de abril daquele ano. Outra coisa que também chamou muito a atenção, é que “All Things Must Pass” era um álbum triplo, que vinha condicionado num ‘Box’ com um livreto e pôster, o que para a época era também uma inovação, mesmo em se tratando de um ex-Beatle.

Conferido e comentado as questões do porque e como, aquele Beatle oprimido chegaria a tanto, por fim os críticos passaram a conferir o que trazia aquele box com 3 discos, e mais uma vez ficaram admirados. “All Things Must Pass” trazia à tona um talento obscuro mantido de uma forma controlada não só pela dupla Lennon e Mc Cartney, que dominava o espaço de cada álbum lançado pelo ‘fab four’, assim como pela própria gravadora, afinal, quem iria mexer num time que anos a fio, sempre estava ganhando?

Por fim, as barreiras começaram a cair e nos últimos dias dos Beatles, Harrison passou a ter um espaço maior, ainda assim ínfimo, conseguido que uma de suas músicas, “Something”, fizesse parte do lado “A” de um single da banda, e era de se suspeitar que por trás daquela figura quieta e oprimida, existia muito mais a ser mostrado, sendo “All Things Must Pass” a prova disso, a prova de quanto George Harrison tinha a nos oferecer, “desengavetando” músicas belíssimas, que possivelmente não chegariam ao conhecimento do público, caso os Beatles não acabassem naquele abril de 1970.

O álbum começou a ser gravado tão logo John, Paul, George e Ringo decidiram seguir caminhos separados. George contou com alguns integrantes da banda The Delaney and Bonnie Band e um time invejável de músicos que incluíam o também ex-Beatle Ringo Starr, Jim Gordon e Alan White (Plastic Ono Band / Yes), nas baterias, os baixistas Klaus Voormann e Carl Radle, os tecladistas Gary Wright, Bob Whitlock, Billy Preston, Gary Brooker (Procol Harum), os guitarristas Eric Clapton, Dave Mason, integrantes do Badfinger entre outros convidados. A produção ficou por conta do próprio Harrison e Phil Spector.

Entre as obras primas de “All Things Must Pass”, algumas merecem algum comentário: “I’d Have You Anytime”: Composta em parceria com Bob Dylan, esse tema lento abre o álbum, mais um fato incomum, afinal, como uma música lenta poderia abrir um álbum triplo?

“My Sweet Lord”: Se tornaria o maior clássico de Harrison, mesmo com os problemas causados anos depois, que lhe custou um processo de plágio ganho pela banda The Chiffons, que acusou George de “roubar” o sucesso da banda “It’s So Fine”, gravado 5 anos antes. George perdeu o processo e teve que arcar com uma fortuna em direitos autorais. A edição que comemora os 30 anos do lançamento de “All Things Must Pass”, traz uma regravação de “My Sweet Lord (2000)” com o filho Dhani Harrison numa das guitarras e os vocais adicionais da cantora Sam Brown.

“Isn’t It A Pity”: Foi o lado “B” do single que tinha no lado “A”, “My Sweet Lord”. Mais uma bela balada com a assinatura de Harrison. “What Is Life”: Riff marcante em mais uma que se tornaria um clássico. “If Not For You”: Essa é de Bob Dylan, que com George ganhou um vocal bem mais agradável que o de Dylan. “Behind That Locked Door”: Uma da mais belas baladas, não só do álbum, como da carreira de George. “Apple Scruffs”: Dedicada a um grupo de fãs dos Beatles, especialmente de George, daquelas que acampavam em frente do estúdio Abbey Road em Londres e que passavam horas, até mesmo dias, esperando seus heróis chegarem ou saírem das sessões de gravação.

“Ballad Of Sir Frankie Crisp (Let It Roll)”: Mais uma pérola de Harrison com destaque ao piano Fender Rhodes. “All Thing Must Pass”: A faixa título chama mais a atenção pela letra do que a música, dando a entender que Harrison se sentia aliviado com a separação dos Beatles e com o que viria a acontecer no futuro. Seria injustiça afirmar que “All Things Must Pass” sintetiza o melhor que Harrison fez em sua carreira solo, deixando de mencionar aqui alguns outros grandes trabalhos como “Living In The Material World” (73), que segue bastante a linha de “All Things Must Pass”, “Dark Horse” (74), “Thirty Three & 1/3” (76), “Somewhere In England” (81), “Cloud Nine” (87), e “Live in Japan” (92).

Parte 1: http://www.badongo.com/cfile/3377039
Parte 2: http://www.badongo.com/file/3377650

09
fev
08

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Bryan Adams (Kingston, Ontário, 5 de Novembro de 1959) é um vocalista e compositor canadense de sucesso.

Filho de pais ingleses, aos dez anos ofereceram-lhe a seu primeiro violão e aos doze comprou a sua primeira guitarra, e aos catorze anos mudou-se para Vancouver e começou a participar em audições como guitarrista. Bryan Adams passou parte da sua infância e adolescência em Portugal, dada a profissão de seu pai, embaixador. Viveu em Birre, perto de Cascais, a cerca de 25 km de Lisboa; isto fez com que aprendesse a Língua Portuguesa. Aos quinze anos abandonou a escola e juntou-se a uma banda como vocalista fazendo digressões pelo Canadá. Em 1977 conheceu Jim Vallance e juntos começaram a escrever canções, não tardando muito para que as suas músicas começassem a ser tocadas por outros. Aos dezoito anos assinou o seu primeiro contracto com a “A&M Canada”.

A carreira de Bryan Adams se divide em duas grandes fases: anos 80 e anos 90. Nos anos 80 sua música era um rock-pop seguindo as tendências da época – essas músicas foram trilhas sonoras de vários filmes e seriados na época, incluindo Miami Vice e Footloose.Nos anos 90 Brian se volta a um som romântico – essa fase é a mais conhecida do público em geral. É dessa época o seu maior sucesso o álbum Waking up the neighbours em 1991, produzido por Mutt Lange, continha a balada “(Everything I do) I do it for you” (da autoria de Michael Kamen); esta canção de amor fez parte da banda sonora de “Robin Hood, Prince of the Thieves” e foi um enorme êxito em todo o mundo.

A carreira musical de Adams inclui vários duetos e colaborações, designadamente com: Tina Turner (“It’s only love”) e Melanie c (“When you’re gone”).Em 1990 participou com vários músicos, Van Morrison, Scorpions e outros no concerto de Roger Waters, “The wall in Berlim”.Bryan Adams e Jim Vallance escreveram em 1983 um dos seus maiores sucessos,”Heaven”.Publicado por Adams Communications inc. / Testatyme Music Corp.Além de cantor, compositor, produtor, Bryan Adams também é fotógrafo e já lançou três livros de fotografias, quase sempre inspirado em musas canadenses.Entrou no “Canada Walk of Fame”. Em 1990 foi nomeado “Member of the Order of Canada” e promovido a “officer” em 1998

1998 – On a day like today




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